Renault confirma Bigster no Brasil, mas congela investimentos

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Renault confirma Bigster no Brasil, mas congela investimentos

A Renault deu com uma mão, mas pode tirar com duas. Ao confirmar o Bigster como um produto da marca francesa no Brasil, Luca De Meo, CEO da empresa, quer apenas que ele seja uma saída saudável para a operação brasileira.

A história não começa exatamente aqui, mas em todas as operações da Renault. Em entrevista ao site Automotive News Europe, o executivo italiano deixou clara a vantagem da marca em depender menos da Europa, como uma rival francesa…

Hoje, 50% das operações da Renault estão na Europa e, nesse caso, apenas cinco países do continente representam 50% dos lucros. O restante da região adiciona mais 25%, chegando a 75%.

Já a outra metade da Renault, que reúne 1000 países fora da Europa, significam apenas 25% dos lucros da montadora. Vendo como é desequilibrada essa conta, De Meo que balancear os ganhos e usou o Brasil como exemplo.

De Meo já iniciou falando que a estratégia no Brasil foi errada, pois, a marca ganhou volume e expressividade, porém, não tinha um produto de maior valor agregado para gerar margens mais consistentes.

Com um portfólio de carros baratos, as margens caíram. Isso tudo ainda com a filial querendo 10% de um mercado de 3 milhões de carros, quando teria 300.000 carros de baixo valor agregado. A ideia correta, na visão de Luca De Meo, seria buscar até 6% com até 200.000 carros e oferecer mais “AVA’ s” (lembrando dos hermanos da GM).

Nesse caso, seria um SUV de porte médio que desse ao fabricante boas vendas e nivelasse seu lineup com a imagem da marca no exterior. Você viu o Kadjar ou mesmo o Arkana? Pois é, nem nós e muito menos De Meo.

“Cavalos vencedores”

Renault confirma Bigster no Brasil, mas congela investimentos

Agora, o que a Renault fará é congelar investimentos de curto prazo, focando as vendas em carros como Duster e Bigster, que possuem margens melhores. Luca De Meo quer o SUV de porte médio e baixo custo, assim como meta de 5% ou 6%.

Ele não mencionou Captur e muito menos o Arkana, mas é aquilo, se a Renault quiser jogar a partida, é bom vislumbrar a próxima geração do Duster como um modelo maior, mudar sua proposta e seu segmento.

Isso para acompanhar Taos, Corolla Cross, HR-V e Bronco Sport. O próprio Bigster deve ser bem mais refinado que a proposta da Dacia e da Lada. Com 4,60 m, ele fica acima da proposta do grupo anti-Compass, que é o filão que está abrindo.

Quanto aos de curto prazo, sabe-se que Logan e Sandero sobre a CMF-B devem chegar, mas agora mais adiante, entrando para a geladeira, apostando assim em “cavalos vencedores”.

É possível que a próxima Oroch passe a frente dos “compactos” da próxima geração, por ter valor agregado melhor. O Kiger é outro que pode ter entrado na geladeira, porque flerta com preços mais baixos. O lado ruim dessa história é que De Meo falou em 800 demissões no Brasil, cortando turnos de trabalho.

[Fonte: Auto News Europe]

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