Pesquisador despede-se da Empaer após 49 anos com relatório sobre o cultivo do trigo em MT

Pesquisador despede-se da Empaer após 49 anos com relatório sobre o cultivo do trigo em MT
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Pesquisador despede-se da Empaer após 49 anos com relatório sobre o cultivo do trigo em MT

Relatório contém resultados do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Trigo (Protrigo) referentes ao ano de 2020


Rosana Persona

| Empaer-MT

Conforme Paro, Mato Grosso consome mais de 130 mil toneladas de farinha por ano. – Foto por: Mayke Toscano

Conforme Paro, Mato Grosso consome mais de 130 mil toneladas de farinha por ano.

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) lançou, nesta segunda-feira (15.02), o relatório com resultados do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Trigo (Protrigo) referente ao ano de 2020.

Sob os cuidados do pesquisador da Empaer e coordenador da Câmara Técnica do Trigo, Hortêncio Paro, o documento avaliou materiais genéticos e testou as variedades Valente, Sintonia, CD 151 para trigo de sequeiro e BRS 404, CD 1104  e CD 1252 para irrigado, com potencial de cultivo.

Após 49 anos de vida profissional, o engenheiro agrônomo Hortêncio aderiu ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) da Empaer e está se despedindo da carreira de pesquisador e extensionista rural. Durante 42 anos, trabalhou com a cultura do trigo e emitiu relatórios, boletins, documentos e outros informando o desenvolvimento dos materiais genéticos em Mato Grosso. Esse é o último relatório que ele elabora.

“Estou me despedindo dessa abençoada carreira e agradeço a Deus pelas minhas 77 primaveras, e pela possibilidade que o Criador do Universo me deu em participar deste milagre do desenvolvimento agropecuário do Estado. O meu agradecimento especial vai para meus colegas de trabalho que me apoiaram nesta empreitada. Me sinto realizado com a minha trajetória em apoio ao desenvolvimento da agricultura em Mato Grosso”, relata de maneira emocionada.

Em sua publicação derradeira, Hortêncio Paro mostra que foram realizadas avaliações na Unidade de Observação de trigo de sequeiro, em Campo Verde, no Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA), e no cultivo de trigo irrigado, numa área de 120 hectares, na Fazenda J.B Fé, em Primavera do Leste. Conforme Paro, Mato Grosso consome mais de 130 mil toneladas de farinha por ano e 100% do produto é adquirido em outros Estados.  

“É importante lembrar que o Estado já tem mais de 150 mil hectares de pivô de irrigação funcionando, que pode ser cultivados no período do Vazio Sanitário de Soja (maio a setembro)”, esclarece.

De acordo com Hortêncio, o trigo plantado no período do Vazio Sanitário apresenta uma ótima produtividade e uma qualidade comercial e industrial de grande interesse para os moinhos, pois alguns materiais genéticos, já testados, são de trigo melhorador com força de glúten acima de 300, o que iria ajudar a reduzir a quantidade de trigo importado para panificação. A previsão é instalar um moinho em Cuiabá até 2023, com a capacidade de produzir 120 toneladas do grão por dia.

Foto por: João de Melo | Empaer-MT

O pesquisador esclarece que o plantio do trigo é uma boa opção de manejo de solo nas áreas irrigadas, ajudando a controlar o nematoide de galha, o fungo sclerotinia (mofo branco) e a ferrugem asiática. E também facilita o controle das invasoras de folhas largas e a palha do trigo após a colheita. Essas medidas impedem que haja erosão solar da matéria orgânica, o que prejudicaria a vida microbiana do solo.

Clique aqui para acessar o relatório com resultados do Protrigo 2020.

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