Facebook vai reduzir conteúdos sobre política no feed dos usuários – 11/02/2021 – Tec

Facebook vai reduzir conteúdos sobre política no feed dos usuários – 11/02/2021 – Tec
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O Facebook disse que está começando a reduzir a quantidade de conteúdo político que os usuários veem em seus feeds de notícias, potencialmente diminuindo o papel que a maior rede social do mundo tem em eleições e mais amplamente no discurso civil.

O anúncio, feito em uma postagem em blog na quarta-feira (10), se segue à declaração do executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, durante o anúncio dos resultados financeiros da companhia, no mês passado, de que a maioria dos usuários quer ver menos conteúdo político. Ele disse na época que reduzir a política permitiria que o Facebook “fizesse um trabalho melhor ajudando a unir pessoas e a promover comunidades mais saudáveis”.

O Facebook disse que seu conteúdo político atualmente constitui apenas 6% do que as pessoas veem na plataforma. Ele começará experimentos para reduzir essa quantidade para uma pequena porcentagem de pessoas no Canadá, Brasil e Indonésia imediatamente, com testes nos EUA nas próximas semanas.

A empresa disse que não está removendo o conteúdo político, mas explorando maneiras de reduzir a exposição dos usuários que preferem não vê-lo. Na prática, isso significa que o Facebook ainda permitirá que os usuários façam postagens sobre política e discutam entre amigos, mas seus algoritmos vão reduzir a prioridade dessas conversas e distribuí-las com menor amplidão pela rede, especialmente para pessoas que não manifestaram interesse por esses temas.

A empresa não especificou como definirá conteúdo político.

O Facebook disse na quarta que sua nova iniciativa será gradual e acompanhará as ferramentas que a plataforma já oferece aos usuários, como a possibilidade de optar por não ver anúncios políticos ou garantir que o conteúdo de entidades escolhidas apareça no alto do feed de notícias.

O esforço marca uma girada no Facebook, que historicamente goza de um papel de ator central e populista nas eleições e movimentos sociais do mundo todo. Em um discurso em outubro de 2019,

Zuckerberg declarou que as redes sociais são o “quinto Estado”, um centro de poder cívico igual à imprensa, assim como os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do governo.

Zuckerberg disse no anúncio de resultados da empresa que está repensando o lugar da política na plataforma como parte de um constante esforço para “reduzir a temperatura e desencorajar conversas e comunidades divisivas”. A mudança ocorre depois de uma tensa eleição presidencial que levou o Facebook por duas vezes a invocar o que chamou de medidas de emergência para acalmar o discurso cívico. A primeira foi logo depois da eleição, em novembro, e a segunda depois que apoiadores de Trump invadiram o Capitólio, em 6 de janeiro. ​

Essas medidas de emergência se destinavam a ser temporárias, mas algumas, como as restrições à velocidade com que certos grupos podem crescer no Facebook, hoje são permanentes.

O Wall Street Journal relatou anteriormente que pesquisa interna no Facebook concluiu antes da eleição que os mais ativos grupos políticos na plataforma estavam incubando uma mistura tóxica de discurso de ódio, teorias da conspiração e apelos à violência.

Dependendo de até onde vá a reformulação do Facebook, a redução na visibilidade de conteúdo político poderá atrapalhar o ecossistema do ativismo, publicações e publicidade online, que cresceu em torno das redes sociais e seus relatados 2,8 bilhões de usuários mensais. Ela também poderá reavivar queixas, principalmente de conservadores, de que a companhia está sufocando o discurso político.

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves

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