Mais de 1,2 mil trabalhadores tiveram jornada reduzida ou contrato suspenso em 2020 em MT | Mato Grosso

Mais de 1,2 mil trabalhadores tiveram jornada reduzida ou contrato suspenso em 2020 em MT | Mato Grosso
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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (28) mostram que 1.241 trabalhadores de Mato Grosso tiveram a jornada reduzida ou o contrato suspenso entre abril e dezembro de 2020.

Desse total, 720 mulheres foram afetadas. Isso corresponde a 58,02% do número total. Outros 521 trabalhadores (41,98%) são homens.

Esses ‘cortes’ foram permitidos após a aprovação do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM) criado pelo governo federal no ano passado. O governo avalia prorrogar o programa para continuar protegendo o mercado de trabalho contra os impactos da pandemia de Covid-19.

Em Mato Grosso, a suspensão dos contratos de trabalho correspondeu a 61,8% dos acordos

  • Suspensão de contrato – 768 trabalhadores
  • Redução de jornada de 70% – 94 trabalhadores
  • Redução de jornada de 50% – 166 trabalhadores
  • Redução de jornada de 25% – 213 trabalhadores

Setores com mais mudanças nas relações de trabalho

Fonte: Caged

Confira abaixo os setores mais atingidos:

  • Serviços – 521 contratos suspensos ou reduzidos
  • Comércio – 414 contratos suspensos ou reduzidos
  • Indústria – 281 contratos suspensos ou reduzidos
  • Construção – 23 contratos suspensos ou reduzidos
  • Agropecuária – 2 contratos suspensos ou reduzidos

Ainda conforme o levantamento, a maioria das suspensões de contratos e reduções de jornada foram em Cuiabá, Várzea Grande, e Rondonópolis, respectivamente.

  • 1° Cuiabá – 464 contratos suspensos ou reduzidos
  • 2° Várzea Grande – 133 contratos suspensos ou reduzidos
  • 3° Rondonópolis – 109 contratos suspensos ou reduzidos
  • 4° Nova Mutum – 91 contratos suspensos ou reduzidos
  • 5° Paranatinga – 57 contratos suspensos ou reduzidos
  • 6° Tangará da Serra – 51 contratos suspensos ou reduzidos
  • 7° Lucas do Rio Verde – 48 contratos suspensos ou reduzidos
  • 8° Sinop – 36 contratos suspensos ou reduzidos
  • 9° Campo Novo do Parecis – 30 contratos suspensos ou reduzidos
  • 10° Sorriso – 29 contratos suspensos ou reduzidos

No caso dos contratos suspensos, os salários são cobertos pelo governo federal até o limite do teto do seguro-desemprego (à época em R$ 1.813,03) para funcionários de empresas com receita bruta até R$ 4,8 milhões. Já quem teve a jornada reduzida, recebe o salário proporcional da empresa e um complemento relativo a uma parte do valor do seguro-desemprego, paga pelo governo.

A previsão do governo é de pagar R$ 34,3 bilhões dentro do programa. Até o momento, R$ 33,4 bilhões foram gastos – parte dos valores está sendo paga em 2021.

Em ambos os casos, os trabalhadores têm direito à estabilidade pelo tempo equivalente à suspensão ou redução.

Veja como ficam os pagamentos dos benefícios para preservação de emprego:

Suspensão do contrato de trabalho: recebe 100% da parcela do seguro-desemprego, que pode variar de R$ 1.045 a R$ 1.813,03 (exceto no caso de funcionário de empresa com receita bruta superior a R$ 4,8 milhões – neste caso: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego)

  • Redução de 25% na jornada: recebe 75% do salário + 25% da parcela do seguro-desemprego
  • Redução de 50% na jornada: recebe 50% do salário + 50% da parcela do seguro-desemprego
  • Redução de 70% na jornada: recebe 30% do salário + 70% da parcela do seguro-desemprego
  • Nenhum trabalhador vai ganhar menos do que um salário mínimo

O Noroeste
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