Sorriso: vereador alega ‘confusão’ e recorrerá da decisão de cassação do diploma eleitoral

Sorriso: vereador alega ‘confusão’ e recorrerá da decisão de cassação do diploma eleitoral
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O vereador eleito Wanderlei Paulo da Silva, do Partido Progressista (PP), que teve diploma eleitoral cassado, ontem, pela justiça eleitoral de Sorriso por prática de fraude eleitoral para cumprimento da cota de gênero disse que a denunciante, ex-candidata a vereadora, foi “instigada” por adversários políticos e não tinha conhecimento que era analfabeta. Segundo o vereador, ela garantiu que tinha escolaridade e negou qualquer promessa de benefício a sua candidatura para preencher cota de candidaturas femininas exibidas pela legislação.

Wanderlei disse que aceita a decisão da justiça eleitoral, mas recorrerá até última instância, enquanto isso, o parlamentar permanece no mandato, iniciado no último dia 1º. “A nossa candidata que mora em Sorriso há mais de 34 anos, é 13 anos filiada em nosso partido, é amiga nossa, tanto é que quando convidamos aceitou ser candidata. Ficamos oito meses preparando ela para pleito eleitoral e tem o título eleitoral assinado de próprio punho e identidade. Tem no cartório do 2º ofício cartão de assinatura, ou seja, de forma alguma percebemos que ela era analfabeta até pelos documentos que nos foi apresentado. Quando questionado pela sua simplicidade, nos disse que fez aula em Sorriso e que tinha diploma”, rebateu.

Segundo a justiça eleitoral, Wanderlei, na condição de presidente do PP, através de seu assessor “utilizando-se da ingenuidade e analfabetismo da candidata, não sem antes prepará-la (mediante a contratação de professora para ensinar a escrever a carta de próprio punho para a Justiça Eleitoral), registraram sua candidatura e após o protocolo do requerimento de registro, compareceram perante o cartório, para assinarem documentos de cancelamento da candidatura.

“Em função dessas circunstâncias presumimos a boa fé e ela realmente foi inscrita como nossa candidata. Em relação a professora, nunca foi contratada para ensinar a ler ou escrever. O que está havendo é uma confusão, o que demos não só para ela, mas para os candidatos era uma professora para auxiliar falar em público, diante das câmeras e elaborar seus projetos para serem apresentados a sociedade. Acredito que está se fazendo uma confusão”, rebateu a acusação.

Sobre o cancelamento da candidatura dela, o parlamentar disse que “ficamos extremamente surpresos, até o dia 25, último prazo ela era nossa candidata e fizemos o registro de conformidade com sua vontade. Não é porque é uma pessoa simples que não tinha consciência do que estava fazendo. Ninguém toma identidade de ninguém, assinar aquilo que não sabe. Entendo que ela foi instigada por adversários políticos a procurar o Ministério Público, isso não partiu de sua vontade, ela deixa claro durante oitiva no processo. Ela só desistiu porque seu esposo ficou doente e de fato isso é verdade. Ele acabou vindo a óbito. Em função do problema de saúde, nós aceitamos a desistência para cuidar de sua família. O vereador garantiu que “em nenhum momento houve candidatura para formar cota de gênero. O PP é o maior partido de Sorriso, tem uma das maiores quantidades de mulheres. Se fosse para fazer cota, tínhamos ‘N’ pessoas”.

Também são réus na ação Antônio Josemar Pedroso da Silva, vice-presidente do partido, Andreia Bezerra Ribeiro secretária-geral, Cláudia Aparecida Sarubo primeira secretária, Márcio Marques Timóteo tesoureiro-geral, Cícero Emídio Macedo, primeiro tesoureiro e Carlos Pio dos Santos suplente.

Política – Só Notícias
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