Startup prometeu revolucionar setor elétrico, mas não acompanhou revolução – 25/01/2021 – Mercado

Startup prometeu revolucionar setor elétrico, mas não acompanhou revolução – 25/01/2021 – Mercado
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A Bloom Energy Corp. tornou-se uma startup atraente há mais de uma década ao prometer um grande impacto disruptivo sobre a indústria de energia com equipamentos que poderiam fornecer eletricidade aos edifícios do país.

Hoje ela é um lembrete de como uma indústria em rápida mudança pode frustrar até mesmo os empreendedores mais motivados.

O fundador da Bloom, K. R. Sridhar, ajudou a desenvolver células de combustível para a Nasa antes de fundar a empresa em 2001. No ano seguinte, ele embarcou sua tecnologia em três caminhões e seguiu para a Califórnia (EUA).

As células de combustível usam reações químicas para gerar eletricidade, e seus proponentes afirmam que um dia elas serão uma fonte habitual de energia limpa e confiável.

O desafio era conseguir uma ampla comercialização do produto, mas Sridhar contava uma história poderosa: a empresa venderia a tecnologia em “Caixas Bloom” movidas a gás natural, fornecendo energia mais barata do que as distribuidoras na rede elétrica.

O Vale do Silício comprou a ideia, e logo atraiu a atenção da mídia. O primeiro investidor da Bloom foi o capitalista de risco John Doerr, conhecido por suas apostas iniciais na Amazon e no Google, da Alphabet. Seu conselho inclui o general Colin Powell e o ex-chefe da General Electric Jeff Immelt. Entre os primeiros clientes estavam Google, eBay e Walmart.

Assim como acontece com muitas startups do Vale do Silício, a Bloom apresentou o tipo de tecnologia ousada e perspectivas de receita que convencem os investidores a olhar além da lucratividade. A visão de Sridhar: uma Bloom Box em cada lar americano.

“Trata-se de ver o mundo como ele pode ser”, disse ele ao programa “60 Minutes” em 2010, “e não como ele é.”

O mundo que Sridhar previu ainda não existe. Sua startup em San Jose, na Califórnia, não instalou células de combustível nas residências e, em vez disso, tem uma clientela de nicho com empresas dispostas a pagar mais por uma fonte de energia contínua no local.

Em 2009, ele projetou lucros para 2010, de acordo com materiais do conselho vistos pelo “”The Wall Street Journal”; mas nunca relatou lucros, perdendo mais de US$ 3 bilhões desde o início.

A proposta de Sridhar de revolucionar o mercado de energia surgiu enquanto o mundo tentava descobrir como se livrar dos combustíveis fósseis.

Em vez disso, a indústria de energia teve um impacto disruptivo sobre a estratégia de Sridhar, voltando-se para as energias eólica e solar, que têm custos mais baixos e fornecem energia mais limpa do que as células da Bloom, que emitem dióxido de carbono. A energia da rede ainda é menos cara que a da Bloom na maioria dos lugares.

No caminho, a Bloom enfrentou problemas de suprimento, suas células permaneceram caras e o número de clientes ficou aquém das projeções da empresa, de acordo com ex-executivos e funcionários, materiais do conselho e registros públicos.

Depois que o auditor da Bloom levantou preocupações sobre como a empresa havia relatado a receita, ela retificou os resultados em março dos dois anos desde sua oferta pública inicial de US$ 270 milhões, cortando sua receita relatada em 15%. Às vezes é difícil avaliar o crescimento da Bloom por causa de suas práticas contábeis.

No ano passado, a Hindenburg Research —o vendedor a descoberto que em setembro alegou que a startup de caminhões elétricos Nikola Corp. enganou os investidores, o que a Nikola negou— divulgou um relatório dizendo que a tecnologia da Bloom não era “limpa, verde ou remotamente lucrativa” e citando uma estimativa de US$ 2,2 bilhões em passivos não divulgados.

Um porta-voz da Bloom, Justin Saia, disse que a empresa mantém sua resposta na época e que a Hindenburg “tirou conclusões errôneas”.

Sridhar, que não quis ser entrevistado, enviou uma declaração por e-mail: “Sei que um pequeno grupo de detratores quer escrever uma versão espúria de nossa história”, e acrescentou: “As inovações no setor de energia sempre foram controversas. A lâmpada, as primeiras usinas de energia, turbinas eólicas, energia solar, carros elétricos —todas elas tiveram seus negadores”.

O desafio de Sridhar tem sido equilibrar sua visão com o mundo real, disse Bill Kurtz, diretor comercial da Bloom de 2008 a 2018 e também diretor financeiro até 2015, que continua sendo um acionista e apoiador.

“É uma longa jornada”, disse Kurtz. “Como você vende o sonho, mas ainda dá a eles um senso de realidade?”

Ele e outros ex-executivos elogiaram a tecnologia da Bloom e a liderança carismática de Sridhar, expressando confiança no objetivo do presidente-executivo de revolucionar a indústria de energia, mas dizendo que os obstáculos à lucratividade permanecem significativos.

A Bloom não divulga quantas de suas caixas estão em operação. Sua frota fornece cerca de 526 megawatts de eletricidade em todo o mundo, disse ela nos documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês) no mês passado —aproximadamente o que uma pequena usina de gás natural gera—, contra cerca de 328 megawatts em seu IPO (oferta pública de ações) em 2018.

Os clientes satisfeitos incluem o Staples Center em Los Angeles, que instalou duas caixas de 250 quilowatts em 2015. Elas fornecem cerca de 25% da energia da arena, disse Bill Pottorff, seu vice-presidente sênior para operações e engenharia civil.

Citando cálculos da Bloom avaliando que a instalação reduziu as emissões de carbono da distribuidora em 1,8 milhão de toneladas, ele disse: “Foi o melhor projeto de sustentabilidade que fizemos”.

Immelt, que ingressou no conselho da Bloom no ano passado, disse em um comunicado quando comprou 70 mil ações da empresa em agosto que ela tinha potencial para se expandir para o mercado marinho e outros mercados em crescimento.

“Observo esses mercados há décadas e sei que novas tecnologias levam tempo para se desenvolver”, disse ele. “A Bloom estabeleceu uma base sólida, e os melhores dias estão por vir.” Immelt não quis fazer declarações.

A empresa de Doerr, Kleiner Perkins, vendeu no mês passado suas ações remanescentes da Bloom, como mostram os arquivos da SEC. Doerr, que continua sendo diretor da Bloom, e a Kleiner não responderam a pedidos de comentários.

As ações das empresas de células de combustível subiram em geral neste ano, como parte de um boom de ações de energia alternativa, na esperança de que as empresas tenham grande participação em uma “economia do hidrogênio”.

As ações da Bloom fecharam em US$ 27,63 na segunda-feira (7), 23% abaixo do pico pós-IPO em 2018 e em alta após seu ponto mais baixo, US$ 2,70, em outubro de 2019. A Bloom relatou em outubro US$ 200,3 milhões em receitas no terceiro trimestre, contra US$ 224,3 milhões no mesmo período do ano passado. Ela registrou prejuízo trimestral de US$ 12 milhões.

Raízes da Nasa

As células de combustível, cujas primeiras versões surgiram em 1800, apoiaram missões espaciais, incluindo voos lunares da Apollo. Elas fornecem energia para alguns equipamentos industriais.

As células de combustível a hidrogênio, que não emitem carbono, surgiram como uma tecnologia que pode ajudar as empresas a atingir as metas climáticas, e as montadoras começaram a apostar que seus custos cairão.

Algumas, incluindo a Toyota, têm alguns veículos com célula de combustível rodando.

As Bloom Boxes —rebatizadas de Bloom Energy Servers por volta de 2011— parecem grandes geladeiras e contêm pilhas de células de combustível, cada uma do tamanho de um disquete flexível.

Elas normalmente ficam próximas aos edifícios que abastecem, e podem operar independentemente da rede elétrica. Um servidor típico custa mais de US$ 1 milhão, e a maioria dos clientes os aluga ou contrata a compra da eletricidade.

Sridhar ajudou a projetar um módulo de célula de combustível para um projeto de exploração de Marte para a Nasa, que foi cancelado em 2001.

Ele fundou a Bloom para buscar usos terrestres. Se suas caixas gerassem energia no local, dizia seu argumento, poderiam dispensar a rede e fornecer energia mais limpa.

Dentro das células Bloom, íons de oxigênio se misturam aos átomos de hidrogênio e carbono que formam o gás natural, produzindo eletricidade, água e dióxido de carbono.

Em 2002, a empresa de Doerr apostou na Bloom e ele ingressou no conselho, considerando-o seu primeiro investimento em tecnologia limpa. Powell ingressou no conselho em 2009 e continua sendo um diretor; uma porta-voz de Powell não respondeu aos pedidos de comentários.

Em julho de 2008, a Bloom fez a entrega para seu primeiro grande cliente, o Google, sem um anúncio público. Os funcionários da Bloom aplaudiram, disse um antigo executivo sênior —uma rodada de financiamento estava em jogo.

A Bloom disse aos investidores que as caixas produziam cerca de 355 quilos de dióxido de carbono por megawatt/hora, substancialmente menos do que as usinas movidas a carvão. O Google não quis comentar.

As caixas que a empresa vendeu ao Google custaram mais de US$ 16 mil o quilowatt para construir —cerca de US$ 1,6 milhão por caixa—, de acordo com uma apresentação de março de 2009 ao conselho.

A Bloom os vendeu por muito menos, de acordo com a apresentação, que reconheceu a necessidade de cortar custos de fabricação para ter lucratividade. A apresentação estabeleceu uma meta de US $ 2.500 por quilowatt até o final de 2011.

Problemas da cadeia de suprimentos perseguiram a Bloom, disseram ex-executivos. Ela teve problemas para adquirir peças chamadas “caixas quentes” que envolviam as células de combustível, e as caixas quentes falharam internamente nos primeiros meses de operação, custando caro à empresa para consertá-las ou substituí-las, de acordo com os ex-executivos e o documento do conselho de 2009.

Em 2008, os fornecedores russos de escândio, metal de terras raras e um ingrediente crucial, aumentaram seus preços.

Ainda assim, a Bloom pintou um quadro otimista ao buscar um financiamento de US$ 150 milhões em janeiro de 2009. Na apresentação aos investidores naquele mês, disse que havia provado a viabilidade das caixas e tinha uma “cadeia de suprimentos pronta” e um “caminho para a lucratividade”, com planos de estar no azul em 2010.

O Walmart instalou um servidor Bloom em uma loja de Lancaster, na Califórnia, em 2009 e agora tem mais de 30 instalações da Bloom em outras localidades da Califórnia, disse uma porta-voz da companhia.

Em 2010, a Bloom mostrou publicamente seu produto pela primeira vez, na sede do eBay, onde instalou servidores em uma inauguração com as atrações familiares de um evento da Apple. Um vídeo do YouTube mostra Sridhar no palco explicando a caixa Bloom, retirando areia de um contêiner para mostrar que as células foram feitas de materiais do dia a dia.

“Acho que acabamos de testemunhar algum tipo de nova combinação maravilhosa de Martha Stewart com Steve Jobs”, disse Doerr à multidão. “É como o IPO do Google —KR esperou até o último momento possível para dar um passo à frente.”

No ano seguinte, a Bloom despachou apenas 194 caixas e perdeu US$ 225 milhões, de acordo com uma apresentação do conselho em fevereiro de 2012. Isso ficou muito aquém de suas projeções em sua apresentação ao investidor em janeiro de 2009, onde postulou uma “Potencial valorização de IPO em 2011”, disse que entregaria até 1.000 caixas e previu um lucro líquido de US$ 88,8 milhões a US$ 183,2 milhões em 2011.

Saia, da Bloom, disse que a empresa sempre fez projeções e divulgações com base nas informações disponíveis. “Os eventos podem nem sempre ter acontecido como previmos, mas isso não é exclusividade da Bloom”, disse ele.

A Bloom se recusou a comentar sobre seu conselho e materiais para investidores.

Em 2011, a Bloom cortou os custos de construção de suas caixas para US$ 6.300 por quilowatt em média, de acordo com os documentos do conselho de fevereiro de 2012 —longe da meta de US$ 2.500.

A empresa estava gastando milhões de dólares para mantê-las como parte de seu programa de atendimento a clientes, em parte por causa de problemas inesperados com a tecnologia, mostram documentos do conselho. Para empatar, a Bloom precisava que suas pilhas de células de combustível durassem pelo menos cinco anos, mas as primeiras com frequência não duravam mais que um ano e meio, disse ele em declarações à SEC em 2018.

A Bloom nunca teve lucro em seu negócio de serviços porque o custo de manutenção superava a receita dos contratos de serviço.

Quando a Bloom abriu o capital, em julho de 2018, suas ações dispararam. A receita em 2018 foi de US$ 632,6 milhões, acima dos US$ 365,6 milhões de 2017, impulsionada em parte pelo restabelecimento de créditos fiscais federais para a tecnologia Bloom. Ela registrou um prejuízo de US$ 273,5 milhões.

Perda do apelo verde

A essa altura, porém, o apelo verde de Sridhar estava perdendo a atração. As distribuidoras de energia tornaram a rede mais limpa com o fechamento de muitas usinas movidas a carvão, e o custo da energia eólica e solar caiu. As empresas que poderiam ter pago a mais por células de combustível podiam comprar energia sem carbono por menos dinheiro.

Em 2019, a Silicon Valley Power, concessionária municipal que atende Santa Clara, na Califórnia, tentou exigir que todos os novos geradores conectados à rede fossem livres de emissões. Isso significava que a Bloom não seria capaz de conectar novas caixas dentro dos limites da cidade.

A Bloom processou a concessionária para bloquear a regulamentação, argumentando que esta não reduziria as emissões. Ela ganhou uma prorrogação em janeiro de 2020, quando um juiz disse à concessionária para primeiro concluir um estudo ambiental que demonstrasse os benefícios de suas medidas propostas, de acordo com a lei estadual. A Silicon Valley Power está concluindo o estudo.

“Nós apenas queremos ser renováveis e livres de gases do efeito estufa o quanto possível”, disse Manuel Pineda, diretor de eletricidade da Silicon Valley Power e administrador municipal assistente de Santa Clara. Saia, da Bloom, disse que a decisão confirmou o argumento da empresa.

O eBay no ano passado reformou sua sede para ter energia livre de carbono. A Bloom disse que o eBay não é mais seu cliente. O eBay não respondeu a pedidos de comentários.

Em 2019, a Bloom enfrentou desafios para se expandir em novos mercados dos Estados Unidos, onde o custo da energia de seus servidores era maior que o da fornecida pela rede, segundo dois ex-funcionários.

E suas vendas nos Estados Unidos dependem fortemente de um crédito fiscal federal que beneficia seus clientes e parceiros financeiros, aumentando o interesse pelos servidores. O crédito expira no final de 2021, e a Bloom disse que sem o subsídio poderá ter que cortar o preço dos servidores, afetando suas perspectivas de lucro.

Saia, da Bloom, disse que a empresa discorda da ideia de que sua tecnologia está tendo dificuldade para competir em energia limpa, citando análises que mostram que seus servidores podem reduzir as emissões da rede ajudando a deslocar usinas de gás natural.

Resultados reformulados

Em fevereiro, a Bloom anunciou que iria retificar alguns resultados da maior parte de 2018 e 2019 para corrigir como havia contabilizado seus “contratos de serviços gerenciados”, nos quais a Bloom vendia células de combustível a um parceiro financeiro, as alugava de volta e as sublocava aos clientes.

A Bloom tratou os acordos como receita inicial. Seu auditor, PricewaterhouseCoopers LLP, disse à empresa que deveria registrar as receitas ao longo do tempo, à medida que os clientes fizessem os pagamentos do leasing. Em março, a Bloom divulgou que havia declarado US$ 192,1 milhões a mais em receitas cumulativas até 30 de setembro de 2019. As receitas de 2019 –incluindo as estimativas do quarto trimestre– caíram de US$ 929,1 milhões para US$ 786,2 milhões.

Em documentos relacionados à correção, Bloom disse que a PwC não havia levantado o assunto anteriormente e não alegou má conduta. Em 4 de setembro, a Bloom anunciou que estava substituindo a PwC pela Deloitte & Touche LLP. A PwC e a Deloitte não quiseram comentar. Saia disse que a nova declaração afetaria apenas o momento em que a empresa reconheceu determinada receita.

A declaração não abordou um acordo financeiro que permitiu à Bloom registrar receitas significativas, mas produziu pouco caixa líquido, segundo mostram os arquivos da SEC. Em junho de 2019, uma subsidiária da Southern Co., empresa de energia com sede em Atlanta, comprou uma participação de US$ 166,4 milhões em uma subsidiária da Bloom chamada Diamond State Generation Partners LLC, que possuía uma instalação de 30 megawatts de células de combustível Bloom em Delaware. O negócio destinou esses fundos para a Diamond atualizar células de combustível antigas, comprando novas da Bloom.

Ao fechar o negócio, a Bloom “desconsolidou” a Diamond porque determinou que ela não detinha mais o controle da subsidiária, de acordo com os registros da SEC. Isso permitiu que a Bloom contabilizasse US$ 166,4 milhões como receita. Se a Diamond tivesse permanecido consolidada, as regras contábeis teriam impedido a Bloom de contabilizar a receita porque ela basicamente estaria pagando a si mesma.

O negócio pareceu aumentar a receita, com Sridhar dizendo aos investidores que o número da Bloom no segundo trimestre foi um “recorde histórico”. Na verdade, o negócio da Southern foi uma perda para a Bloom de cerca de US$ 8,2 milhões após os custos, calculou o Journal a partir de informações públicas. E o negócio exigia que a Bloom reservasse milhões de dólares em dinheiro para minimizar o risco de investimento da Southern. A Southern não quis comentar.

A Bloom contestou a análise do Journal, dizendo que arrecadou cerca de US$ 15 milhões em dinheiro no negócio da Southern por causa da desconsolidação da Diamond. Ela disse que não havia como chegar a esse número com base em informações publicamente disponíveis.

Em dezembro, a Bloom concluiu a atualização dos servidores de Delaware com um novo parceiro de financiamento. As atualizações contribuíram com US$ 223,9 milhões para a receita de 2019, que foi 24% superior à do ano anterior. Sem essas atualizações, as receitas teriam diminuído 11%.

Saia, da Bloom, disse que as atualizações, em sua totalidade, proporcionaram maiores benefícios financeiros para a empresa do que a parte feita com a Southern.

A Bloom usa outro padrão de divulgação que enfatiza o crescimento da empresa sem esclarecer os custos desse crescimento. Em sua declaração de rendimentos, ela fornece uma métrica de crescimento que chama de “aceitações” –o número de servidores que vendeu e implantou no período. A Bloom relatou um aumento de 48% nas aceitações em 2019 em relação a 2018.

Essas aceitações incluem substituições de caixas antigas que a Bloom compra de volta e desconta como prejuízo, algo que a empresa não anota na contagem, mas divulga em outro lugar em seus documentos à SEC. Sem suas substituições divulgadas publicamente, incluindo aquelas feitas em Delaware, o aumento de 2019 nas aceitações foi de 7,4%, mostram os arquivos da Bloom.

Saia, da Bloom, disse que a empresa conta células de combustível atualizadas como aceitações porque são novos produtos e resultam em novos contratos de serviço de manutenção. Ele disse que a Bloom está vencendo uma etapa em direção à lucratividade.

Nos últimos anos, a Bloom encontrou novas oportunidades de crescimento na Coreia do Sul, onde o desenvolvimento de células de combustível é apoiado por pedidos do governo, e tem trabalhado desde o ano passado para desenvolver células de combustível para embarcações marítimas em parceria com o estaleiro coreano Samsung Heavy Industries Co. A Samsung não quis comentar.

Nos últimos meses, a Bloom traçou planos para usar células de combustível de hidrogênio, e está desenvolvendo células para alimentar navios de transporte.

Embora as métricas internas da Bloom tenham mudado um pouco com o tempo, neste ano a empresa alcançou a firme redução de custos que desejava há uma década. Em outubro, ela disse aos investidores que o custo médio de construção de um servidor havia caído de cerca de US$ 18 mil o quilowatt em 2008 para US$ 2.420 o quilowatt neste outono –atingindo a meta abaixo de US$ 2.500 que havia estabelecido para 2011.

Sridhar, em uma teleconferência de resultados em outubro, disse: “Superamos desafios formidáveis e seguimos mais fortes”.

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