SP muda e não prevê mais data para iniciar campanha com idosos

SP muda e não prevê mais data para iniciar campanha com idosos
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Diante do acordo com o Ministério da Saúde, que previu o uso de todas as doses da vacina Coronavac disponíveis no Instituto Butantan pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o cronograma original e vacinação contra a covid-19 anunciado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para a população do Estado, está suspenso e novas datas serão apresentadas.

Doria previa que, em 25 de janeiro, populações indígenas do Estado seriam as primeiros vacinadas, ao mesmo tempo que os profissionais de saúde. Já os idosos com mais de 75 anos passariam a receber as doses a partir de 8 de fevereiro.

Com o acordo, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, São Paulo passará a cumprir o Plano Nacional de Imunização (PNI) do ministério, mas o governo Doria não soube informar se, dentro das cerca de 1,5 milhão de doses disponíveis no Estado, haverá doses que serão enviadas ao grupo dos mais idosos.

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O PNI, apresentado em dezembro pelo Ministério da Saúde, previa que na primeira fase seriam vacinados os profissionais de saúde, idosos acima de 75 anos, idosos acima de 60 anos que vivessem em asilos (ou instituições similares) e povos tradicionais ribeirinhos. Com este primeiro lote da Coronavac, o Ministério da Saúde prevê imunizar somente idosos em instituições de longa permanência.

A gestão Doria informou, entretanto, que não sabe se o total de doses já serão suficientes para atender esse público, mas que prefeituras que quiserem poderão usar as doses recebidas também para imunizar os indígenas.

O Butantan se comprometeu a enviar 8,7 milhões de doses ao SUS ainda em janeiro. Até abril, serão 46 milhões de doses. A produção dos imunizantes depende da chegada de insumos vindos da China que ainda não têm data para serem embarcados e sofrem atrasos de liberação mediante as autoridades chinesas.

Uso será emergencial

Ao aprovar neste domingo, 17, por unanimidade, o uso emergencial da Coronavac, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) condicionou o aval à assinatura, pelo Instituto Butantan, em São Paulo, de um documento que prevê apresentar os dados de imunogenicidade da vacina, uma vez que os relatórios sobre o tema foram considerados insuficientes. O prazo para entrega do documento foi definido: é 28 de fevereiro.

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As informações de imunogenicidade devem mostrar, em detalhes, por quanto tempo vai durar a resposta imune provocada pela vacina. Os técnicos confirmaram a eficácia de 50,4% da Coronavac, mas não foi possível calcular a taxa por faixa etária, principalmente entre idosos, nem os efeitos em casos graves.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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